domingo, 15 de março de 2015

Monstros Não Sabem Sorrir

 
       
         Não vi Prima Nazaré derramar uma lágrima se quer por Domingone, e se o fez foi escondida no banheiro do velório, sentada na tampa da privada, folheando uma velha revista de moda. E aquela sua versão dos fatos soou um tanto nebulosa aos nossos ouvidos: Domingone havia chegado mais cedo do serviço e seguiu direto para o quarto, mal a cumprimentando quando passou pela sala; abriu armários, vasculhou gavetas, e ainda vestindo o uniforme de garçom trancou-se no banheiro e se matou com um tiro na boca.

         





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